Privilégio masculino e exposição na internet: o caso do Pinto Awards

Compreender as novas dinâmicas de sociabilidade nas mídias digitais hoje é um dos grandes desafios. Em nossa primeira entrevista do ano, conversamos com as pesquisadoras Ana Carolina de Souza Fernandes e Mariana Marcela de Fátima Moraes, estudantes da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), sobre a exposição de nudes masculinos no Twitter, a partir do evento #PintoAwards, que reúne uma competição de fotos de pênis a partir categorias pré-definidas. Até então, a edição já recebeu duas edições na rede e possui mais de 200 mil seguidores na página. Para acompanhar o papo, convidamos também a jornalista e professora orientadora Nealla Valentim Machado, pesquisadora do tema de nudes há alguns anos.

1. Primeiramente, contem como surgiu a ideia de pesquisar esse assunto e quais os desafios teóricos e metodológicos vocês enfrentaram desde o início. 

Ana Carolina: A gente fez uma matéria da professora Nealla [Valentim Machado] de jornalismo. Cursamos publicidade, então caímos ali. A disciplina [que fizemos] é Teoria das Mídias Digitais, então a proposta da professora era que fizéssemos um trabalho analisando alguma coisa relacionada a um assunto que trabalhamos em sala. Como é sobre internet, e o período que fizemos o trabalho era o de alguns meses depois do [evento] Pinto Awards, era um assunto bem fresquinho na UF [Universidade Federal] e todo o estudante conhece o Pinto Awards. Tivemos todo o suporte.

Pesquisadora Ana Carolina de Souza Fernandes / Arquivo pessoal
Pesquisadora Ana Carolina de Souza Fernandes / Arquivo pessoal

Fiquei pensando: “nossa, vamos falar sobre pinto na aula, vai ser um negócio meio…”. Mas foi tranquilo. De referenciais teóricos, não foi bem uma coisa difícil. Não existem muitos artigos que falam exatamente sobre esse tipo de coisa, então tivemos que coletar artigos nesse campo de assunto para abstrair deles coisas que encaixam em nosso artigo e possibilitam fazer a análise da pesquisa. Em metodologia, o que foi mais complicado para a gente foi que basicamente analisamos o evento e não tivemos muito com quem conversar, porque não tem como irmos atrás dos donos dos pintos. Ia ficar um negócio meio estranho. Então só conversamos com o Luiz*, que é o criador do evento. Como o evento já tem muito tempo, ele também não soube dar para a gente todas as informações que queríamos ter. Trabalhamos com o que ele conseguiu fornecer e foi muito com base na análise do evento em si, a partir dos comentários, das fotos, esse tipo de coisa.

Mariana: Em questão das dificuldades – eu falo por um lado quase que pessoal –, tenho um pouco, porque falar sobre essas questões de gênero, masculinidade e tudo mais, é algo um pouco sensível. Foi até uma dica que recebemos em nossa apresentação na Intercom [2020], porque nós dividimos assim: existem as categorias masculinas e tem uma categoria de “melhor pinto feminino”. Então, não limitar somente a masculino e feminino foi uma dificuldade que precisamos melhorar e lapidar em nosso artigo. 

Também senti que foi uma dificuldade para a gente os vários desdobramentos que existem no Twitter, porque um comentário leva a outro, e analisar as curtidas é difícil porque ele fala o número, mas é tudo muito complicado nas métricas do Twitter. A gente chegou a pedir para o Luiz – nós analisamos o evento de 19 e 20 de setembro de 2019  –  as métricas em relação ao número de acessos, pessoas que visitaram o perfil e tudo mais, mas acabamos não conseguindo. Nesse sentido, o corpus de análise foi um desafio para a gente pelo fato do ambiente ser inteiramente digital. É o que a Carol [Ana Carolina] disse: só tivemos como fonte o Luiz mesmo, porque a competição tem esse critério: não identifica o candidato que está concorrendo. 

2. É até interessante observar que pesquisas e estudos que envolvam questões de gênero e sexualidade, como por exemplo nudismo e erotismo, na própria academia existe uma certa resistência. A professora [Nealla] deve ter enfrentado isso. Externamente a gente sempre teve, principalmente agora com as políticas do governo, redução de bolsas e priorização de áreas “essenciais”. Então, eu gostaria que vocês falassem um pouco – se a professora quiser falar um pouco a partir da perspectiva dela – quais as resistências que vocês tiveram pessoalmente ou de alguma apreciação que não foi muito interessante. 

Nealla: Eu pesquiso nudes desde a minha graduação. Meu livro-reportagem foi sobre nudes, minha dissertação foi sobre nudes e, agora na minha tese de doutoramento, está sendo sobre nudes. Então eu, particularmente, passei por bastante situações bem complicadas, no sentido de desvalorizarem a minha pesquisa, de dizerem que o que estava fazendo não era ciência e que não era, inclusive, correto. Só que uma coisa que me surpreendeu muito, porque eu estava muito preocupada, foi a apresentação no Intercom. Eu falei com as meninas que iria acompanhá-las, e não queria assustá-las, mas não falei nada. Falei: “Ah, meu deus, como vai ser essa recepção? O que o pessoal vai entender?”. Porque alguns anos atrás, quando eu estava na graduação e apresentei no Intercom, minha recepção não foi tão boa. O pessoal não considerou tanto o meu trabalho. 

E eu fiquei muito surpresa com a recepção desse ano [2020], porque foi ótima, incrível. Todo mundo achou o trabalho muito legal, deram várias dicas, mandaram livros, questões de outras metodologias… Eu acho que muito disso tem a ver com a mudança da área no próprio Intercom. Eu estou em um GP [Grupo de Pesquisa] que está meio que no IJ [Intercom Júnior] das meninas, e a gente percebe que tem muitas pessoas que vem da Compós e outros eventos. A gente percebe que essa interdisciplinaridade está  mais dentro do evento. Achei muito boa a recepção e fiquei muito feliz, deu até um alívio de que alguém não falou nada do tipo “Ah, que vergonha, como vocês estão estudando esse trabalho?”. Porque tem isso: obviamente que o trabalho foi escrito por três pessoas, a Ana, a Mariana e o Eric. Só que o Eric não apresentou, então meio que a cara do trabalho é feminina. Então tem essa: “como vocês estão estudando pênis, vocês mulheres?” Essa própria questão das pesquisadoras serem mulheres já é disruptiva por si. E você ainda estuda a questão da sexualidade. 

Professora e pesquisadora Nealla Valentim Machado / Foto: Arquivo pessoal

Temos também de pensar que viemos da Universidade Federal do Mato Grosso, a gente está num estado extremamente conservador. Contra todas as possibilidades e probabilidades, acho que o trabalho foi muito bem recebido. Já falei para elas: se quiserem, a gente publica e continuamos com ele, a gente aumenta ele. É um trabalho muito bom. 

3. No trabalho apresentado na Intercom 2020, vocês discutem as relações entre exposição de fotos nuas nas mídias digitais e o privilégio masculino a partir de uma perspectiva feminista. Quais os principais ganhos da investigação ao adotar essa postura e como ela pode ajudar a desconstruir concepções sobre o evento estudado? 

Mariana: Quando você mandou essa pergunta e eu li sobre essa parte de desconstruir, eu pensei: o evento – como [falado] na entrevista com o Luiz – surge como um entretenimento. Não tem uma segunda intenção ou qualquer coisa do tipo. Então eu pensei: inicialmente, parece que não tem nada para desconstruir por ser divertimento, a gente deixa passar; porque é entendido por muitas pessoas como banal. Mas, depois você para pra pensar e vê que tem uma estereotipação nos comentários em relação ao tamanho, enfim, têm muitos estereótipos sendo perpetuados no evento. E a questão da masculinidade mesmo: em relação à liberdade que o homem tem para se expor, de uma forma em que ele não pensa duas vezes: “é só uma foto”. Querendo ou não, nas outras edições já aconteceu das outras pessoas falarem “eu já reconheci essa pessoa por alguma tatuagem ou outra coisa”, mas não é uma coisa que esse candidato leva para a vida, não tem nenhuma implicação para além daquele comentário que ele recebeu no Twitter, enfim. Inicialmente esse entretenimento não passa pela nossa cabeça, mas a gente forçou a nossa visão para entender essas masculinidades que estão sendo reforçadas. Não é nem novo, mas uma coisa que está sendo reforçada.

inicialmente, parece que não tem nada para desconstruir por ser divertimento, a gente deixa passar; porque é entendido por muitas pessoas como banal (Mariana)

Ana Carolina: Uma coisa que eu estava percebendo e que eu lembrei agora quando vimos na época, são os comentários que a Mariana falou. Por exemplo, nos comentários das fotos, é muito difícil você ver algo pejorativo em relação àquilo. Você vê muito comparativo. Já que é uma categoria, eles comparam. E tem muitos comentários assim, meio calientes, uns negócios meio assim. É muito difícil você ver julgamentos, comentários pejorativos no geral. Ninguém levanta a questão do porquê você estar postando aqui, o que você está fazendo aqui. Está todo mundo lá pelos mesmos motivos que é se divertir. É muito difícil a gente ver críticas nos comentários em cima disso. Quando fomos pesquisar e fazer um comparativo, achamos um evento em que tentaram levar para frente a página Raba Awards, só que ela não foi. Esse evento era mais direcionado ao público feminino, para as meninas postarem. Só que não tinha post nenhum, porque as meninas têm medo de postar. Até mesmo um dos posts fixados na página que a gente viu era da dona da página falando: “gente, não tenham medo, isso aqui é por diversão, podem postar, sem julgamentos e coisa e tal”. Mas a gente sabe que não vai ser assim. A exposição do homem já é algo normalizado, é natural, comum e todo mundo já está acostumado, mas se fosse uma mulher… E o homem muito dificilmente vai ser criticado por aquilo, então isso só reforça mais ainda o tipo “não, está ok você postar, a gente curte, a gente gosta de ver e se divertir com isso”. 

Mariana: E essa questão do Raba Awards, inclusive, uma vez eu estava em um grupo de amigos e alguém comentou para uma amiga participar dessa competição. Ela falou: “Eu, para o homem sentir prazer vendo o meu corpo e não de um jeito igual no Pinto Awards, que se expõe e é só uma imagem?”. Na mulher não, ou ela vai receber uma crítica ou será uma fonte de prazer para os homens. Sempre tem uma segunda intenção nessa exposição do corpo feminino. Então, foi um ganho muito grande a gente perceber essas coisas e ainda amparar as nossas visões a partir dos autores que a professora indicou para a gente. Eu acho que é nisso que a pesquisa tem um ganho muito grande: sermos amparadas por autores que falam sobre isso e fazer uma análise sobre um evento que parece tão banal, mas perpetua tantas coisas. 

Ana Carolina: Só queria ressaltar uma coisa: a maioria dos autores são mulheres. A maioria dos textos que a professora passou pra gente são escritos por mulheres falando justamente sobre nudismo e exposição.  

3. A criação de categorias nas fotos e a mensuração dos “melhores pênis” a partir de um sistema de votação são coisas que chamam a atenção na prática investigada. De que modo esses elementos funcionam como mecanismo de reafirmação de um padrão de masculinidade hegemônico? 

Ana Carolina: Acho que a reafirmação disso, pelo que notei, vai muito pelos comentários. Têm muitos elogios, e é difícil ter algum comentário pejorativo, algo do tipo. 

Nealla: Acho que é interessante a gente pensar o quanto as categorias não são só um reflexo do que a gente já vive aqui. Por exemplo, pensar em celebridades: se vaza um nude da Carolina Dieckmann, tem que criar uma lei, literalmente a gente cria uma lei com o nome dela, ela vai ao Jornal Nacional, com um cabelo preso num coque, uma roupa bege, pedindo perdão e desculpas por uma foto que ela tirou com o marido dela na intimidade dela e que foi roubada. Agora, se vaza uma foto do Léo Stronda, nada acontece feijoada. Muito pelo contrário, ele ganha publicidade, ganha muitos seguidores e ganha um status de “meu deus, sou um homem mais másculo do Brasil”. E isso vai se refletir nas pessoas “comuns”, basicamente: a própria criação das categorias, os nomes das categorias, os pintos ganhadores. Tudo é voto popular, e isso foi uma das coisas mais legais de se ver no trabalho: o voto popular e quem recebe mais votos são aqueles que estão mais dentro daquele “padrão” vigente. A gente percebe que são pessoas claras, são pessoas brancas, são pênis considerados bonitos. 

Mas de onde a gente tira esses parâmetros? Obviamente que não deu [para adicionar a discussão] porque era um trabalho de 15 páginas e nem ia dar para as meninas fazerem isso. Mas, se pudéssemos pensar, por exemplo, na pornografia, onde que as pessoas se educam em relação a isso? E de novo: para os homens, é muito mais simples essa visibilidade porque mesmo se eles forem reconhecidos, como a Mariana falou, não importa, é só mais uma foto. Inclusive eu escrevi isso na minha dissertação. Agora as mulheres, se você for reconhecida, você terá de sair do seu trabalho, mudar de faculdade e, dependendo do nível, ter de sair do seu estado ou até sair do seu país. Ainda assim, tem mulheres que não conseguem e chegam a se suicidar de tanta pressão. É um jogo perigoso, um jogo que todo mundo tá jogando, todo mundo mandando. Só que a gente sabe que são regras diferentes a depender do jogador. As regras das mulheres são muito mais difíceis. E isso só mostra o quanto a masculinidade hegemônica está estabelecida e o quanto os homens procuram buscar essa masculinidade hegemônica. Você mostrar o seu pênis em rede social, nada mais é do que você assegurar ali que você que está mandando. É uma coisa que a gente tem que pensar: porque alguém vai mostrar o pênis em uma rede social? Qual o objetivo disso, senão que as pessoas votem e o levante, falem “você é lindo, você é maravilhoso”? É só uma questão de se levantar e falar “eu sou poderoso”. E masculinidade nunca tem a ver sobre os homens em si, mas sobre seu poder. Nunca tem a ver com a sexualidade e com nada [disso], e sim sobre poder, de quem é que detêm poder ali naquelas relações. E acho que no Pinto Awards é uma disputa de poder, literalmente você “colocar o pau na mesa” e falar quem é o maior e quem é o melhor. 

Você mostrar o seu pênis em rede social, nada mais é do que você assegurar ali que você que está mandando. É uma coisa que a gente tem que pensar: porque alguém vai mostrar o pênis em uma rede social? Qual o objetivo disso, senão que as pessoas votem e o levante, falem “você é lindo, você é maravilhoso”? (Nealla)

4. O anonimato nas fotos é uma característica muito presente nas fotos selecionadas nas edições do “#PintoAwards”. Quais os sentidos produzidos pela não exposição dos rostos nas imagens e, ao mesmo tempo, a insistência em produzir posts a partir de diferentes categorias, ângulos de imagens e outros recursos estéticos focados no pênis?

Mariana: Acho que essa pergunta é muito amparada pelo texto do [Luiz Felipe] Zago que a gente usou no nosso artigo, que é o da biossociabilidade dos corpos-sem-cabeça. É o homem se vestindo do seu sexo. Ele não tem esse endereçamento da face. A gente escreveu o texto, mas ainda é difícil pra mim entender como esses homens têm preferido expor o pênis e não o rosto. Ao mesmo tempo, eu entendo, porque é tão único o nosso rosto, você vê e reconhece. Apesar de não existir essa implicação muito grande na vida pessoal se reconhecido, ainda assim eles querem “guardar” essa privacidade dos rostos deles. Então, eles são amparados no anonimato, e esse anonimato dá super uma força para toda a ideia do evento. Acho que se uma das regras fosse “tem que ser a foto do seu pênis e do seu rosto”, não teria o mesmo efeito quanto só o seu pênis. Eu vejo nesse sentido. 

Pesquisadora Mariana Marcela de Fátima Moraes / Foto: Arquivo pessoal

Isso até me fez pensar na questão dessa construção masculina hegemônica como algo frágil. Quando ele [participante] se deparar, possivelmente, com avaliações negativas em relação ao pênis, aquilo desaba em cima dele. Tudo que foi construído em cima dessa “potência” e virilidade na verdade não se realiza porque ao mesmo tempo tem o medo, a fragilidade dele. 

Ana Carolina: Uma coisa que eu vejo, mas também não podemos generalizar porque não conseguimos conversar com nenhum dos donos das fotos, mas eles querem muito manter o papel de “bom moço”, digamos. “Você está vendo meu pinto, mas você não vê meu rosto. Pode ser algo da internet? Talvez sim, talvez não, você nunca saberá”. Isso era até algo que estávamos conversando no grupo. O Eric [um dos pesquisadores do trabalho] usa o Grindr para encontrar pessoas, e ele mandou para a gente o seguinte: o cara postou a foto no perfil, só que ele borrou o rosto, e ele escreveu embaixo: “Vamos se conhecer e aí eu vejo se você pode ou não ver meu rosto”. Parece que a coisa mais sagrada, é o último nível que você vai chegar. A etapa inicial ali é você ver o que para ele tanto faz ser visto, que no caso é o pinto. Tanto faz, tanto fez, todo homem tem, então é isso. Agora, o rosto para eles já é algo mais do tipo “vou ser reconhecido”, “vou ser conectado ao meu pinto”, então melhor ele deixar sozinho. 

5. Vocês apontam que a circulação das fotos nuas nas redes gera implicações e  contornos a depender do gênero. Quais as principais diferenças deste regime de exposição e que implicações ele traz para as mulheres na sociedade? 

Ana Carolina: Acho que é muito do que a professora tinha comentado, na questão de que para as mulheres têm implicações que vão muito além do que ser só uma foto, enquanto que para o homem continua sendo só uma foto. E uma coisa que em outubro eu fiquei muito pensando: outubro é o mês sobre o câncer de mama, e a gente vê nas redes sociais campanhas sobre, mas nenhuma delas têm seios femininos, porque eles são vetados pelas redes. E o que as mulheres fazem? Recorrem aos seios masculinos para ensinar as mulheres o toque e a fazer o autoexame. Isso, para mim, é algo muito sem cabimento, porque para o homem é comum, ele pode ficar pelado inteirinho e está tranquilo. Agora, uma mulher sem blusa é algo “meu deus, ela está mostrando os seios”. Às vezes as pessoas ficam muito assim também: “tá, é um homem nu, ok”. Agora, uma mulher nua é tipo: “quais são as intenções em ficar nua aqui? O que você quer alcançar mostrando o seu corpo na internet? Porque você está postando foto do peito, da bunda? Você está querendo alguma coisa?”. É bem o que a professora falou, tem outras implicações além disso. 

6. O que vocês pensam de pesquisas futuras? Como vocês pensam nesse tema ou em outro? 

Mariana: Então, estamos pesquisando revistas que aceitam graduandos para que a gente consiga divulgar nosso artigo e também lapidar o texto a partir dos toques que a gente recebeu na Intercom em relação às diversas sexualidades. A gente só perpetua masculino/feminino no nosso artigo. Onde as pessoas que não se encaixam nessa binaridade se encontram num evento como o Pinto Awards? Não existe um espaço e, mesmo se existisse, como seria a recepção do público num país que é tão chocante com qualquer coisa? Nesse sentido, acho que podemos expandir o nosso artigo e eu vejo muitos caminhos para a gente seguir, mas nenhum que tenhamos decidido ainda. Primeiro estamos pensando numa revista para divulgar.

* O sobrenome foi omitido aqui por questões de privacidade.

Fale com as pesquisadoras:

Nealla Valentim Machado | Lattes / E-mail

Ana Carolina de Souza Fernandes | E-mail

Mariana Marcela de Fátima Moraes | Lattes / E-mail

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